Barragem 14 de Julho rompe entre Cotiporã e Bento Gonçalves

Na tarde desta quinta-feira (02), a barragem 14 de Julho, situada no Rio das Antas, entre os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, entrou em colapso. O alerta de possível rompimento havia sido feita pelo governador Eduardo Leite durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da Defesa Civil estadual, em Porto Alegre na última quarta-feira (01).

Diante do rompimento, diversas localidades serão impactadas: Cotiporã, São Valentim, Santa Bárbara, Santa Tereza, Roca Sales e Muçum, antes de seguir pelo rio Taquari e atingir outros municípios. Como o nível do rio já estava alto no momento do rompimento, não deve haver um efeito de enxurrada muito forte.

Medidas sobre a Barragem 14 de Julho

Antes do rompimento, uma série de medidas estava sendo tomada em conjunto com a Companhia Energética do Rio das Antas (Ceran) e as autoridades locais das áreas potencialmente afetadas.

“Nós solicitamos as manchas de inundação à empresa responsável para que possamos fazer a divulgação, mas isso já está em andamento. Essas barragens possuem planos para situações como essa, que já estão em execução há algum tempo, notificando a Defesa Civil e as autoridades locais para evacuar as comunidades que podem ser afetadas”, explicou o governador.

Outras barragens preocupam

Além do colapso da barragem 14 de Julho, também há alertas para outras estruturas que, até o momento, não apresentam risco iminente de rompimento, mas continuam sendo monitoradas com atenção:

  • Complexo Toropi, que inclui barragens nos rios Toropi e Guassupi, nos municípios de São Pedro do Sul, Quevedos, São Martinho das Serra, Toropi e Mata;
  • Hidrotérmica S.A., com barragens no rio Carreiro;
  • Barragens Jararaca e da Ilha, no Rio da Prata;
  • Barragens Palanquinho e Criúva, no rio Lajeado Grande.

Todas essas estruturas, localizadas na bacia hidrográfica Taquari/Antas, enfrentam dificuldades de acesso devido aos altos volumes de chuva na região. Além disso, outras barragens, como as de Putinga, AUD de Camaquã, Capané de Cachoeira do Sul e Dona Francisca, também estão sob monitoramento constante.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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