1ª Cirurgia de Transposição Uterina no RS Traz Esperança aos Pacientes com Câncer

A Cirurgia de Transposição Uterina ainda está em fase de pesquisa, mas oferece uma nova esperança para mulheres que desejam ter filhos.

A equipe de oncoginecologia da Santa Casa de Porto Alegre realizou a primeira cirurgia de transposição uterina do Rio Grande do Sul. A técnica inovadora visa garantir a fertilidade de mulheres que foram diagnosticadas com câncer na região pélvica e precisam realizar radioterapia durante o tratamento.

O que é a Cirurgia de Transposição Uterina?

Desenvolvida em Curitiba, a técnica consiste em transferir os órgãos reprodutivos da mulher para a parte de cima do abdômen, protegendo-os da radiação que pode afetar os óvulos e causar infertilidade.

Como funciona a cirurgia?

  • Primeira etapa: O útero e os ovários são deslocados e fixados na parte superior do abdômen.
  • Radioterapia: A radioterapia é aplicada na parte inferior do abdômen, sem afetar os órgãos reprodutivos.
  • Segunda etapa: Ao final do tratamento, os órgãos são realocados em seus locais originais.

Benefícios da transposição uterina

  • Preservação da fertilidade: Aumenta as chances da mulher engravidar após o tratamento de câncer.
  • Qualidade de vida: Permite que a mulher tenha um futuro com a possibilidade de maternidade.

Um marco para a Santa Casa

A realização da primeira cirurgia de transposição uterina na Santa Casa demonstra o compromisso do hospital com o tratamento integral das pacientes com câncer.

“Essa é uma técnica brasileira ainda bastante recente, mas que se tornou uma aliada imprescindível para a proteção dos órgãos reprodutivos de mulheres em tratamento de tumores no reto, intestino ou vagina, por exemplo”, explica a ginecologista Rosilene Jara Reis, especialista em cirurgia oncológica e oncologia pélvica.

“Representa não só nossa capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade, mas nosso compromisso para além do tratamento oncológico, com possibilidades de futuro para nossas pacientes”, ressalta Carla Vanin, chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia.

A técnica ainda está em fase de pesquisa, mas oferece uma nova esperança para mulheres que desejam ter filhos após o tratamento de câncer.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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