Proteção contra a Dengue: O Papel dos Repelentes e as Orientações Essenciais

Diante da escalada no número de casos de dengue no Brasil, é essencial saber como funcionam os repelentes que protegem do mosquito.

A recente escalada de casos de dengue no Brasil tem gerado preocupações, indicando uma das maiores epidemias já testemunhadas no país, com quase 2 milhões de registros. Diante desse panorama alarmante, torna-se crucial adotar medidas preventivas eficazes, destacando-se a importância dos repelentes como uma ferramenta essencial na proteção contra os mosquitos transmissores.

A Importância dos Repelentes na Prevenção da Dengue

Os repelentes desempenham um papel fundamental na proteção contra as picadas dos mosquitos Aedes aegypti, responsáveis pela transmissão da dengue. Ao aplicar repelentes adequadamente, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a doença, especialmente em áreas onde a incidência de mosquitos é alta.

É fundamental compreender a aplicação correta e a escolha adequada do repelente. Segundo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de repelentes contendo DEET não é recomendado para crianças menores de 2 anos, devido aos possíveis riscos à saúde. Para crianças de 2 a 12 anos, é permitido o uso de repelentes com DEET, desde que sua concentração não exceda 10% e seja limitado a até 3 aplicações diárias.

Ao aplicar repelentes, é crucial seguir as orientações da Anvisa, concentrando-se nas áreas expostas da pele. O uso sobre roupas só é recomendado se expressamente indicado na etiqueta do produto.

Tipos de Produtos Disponíveis

Existem dois tipos principais de repelentes: inseticidas, que visam eliminar os mosquitos adultos, e repelentes, que simplesmente os afastam do ambiente. Os inseticidas são encontrados em spray e aerossol, enquanto os repelentes são comercializados em diversas formas, como espirais, líquidos e pastilhas para uso em aparelhos elétricos.

Ao utilizar repelentes em ambientes fechados ou na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias, é essencial tomar precauções, pois os dispositivos elétricos ou espirais podem emitir substâncias inadequadas para esses casos. A distância mínima de dois metros das pessoas deve ser respeitada ao colocar tais dispositivos em ambientes domésticos.

É importante observar que equipamentos ou produtos que afirmam repelir mosquitos por meio de vibrações, CO2, luz ou outras tecnologias não são reconhecidos como produtos saneantes pela Anvisa e, portanto, não estão sujeitos à sua regulamentação.

Inseticidas “naturais”, como os à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, carecem de comprovação de eficácia e, portanto, não são aprovados pela Agência. No entanto, o óleo de neem, contendo azadiractina, é uma exceção, sendo aprovado para uso em inseticidas, desde que o produto esteja devidamente registrado.

Diante da crescente ameaça representada pela dengue, o uso adequado de repelentes e o cumprimento das orientações da Anvisa são medidas essenciais na proteção contra a doença. Ao adotar práticas preventivas adequadas, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a dengue e contribuir para a promoção da saúde pública.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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