Desigualdade salarial no RS: Mulheres ganham 22,4% a menos que homens

A pesquisa sobre desigualdade social analisou dados de 3055 empresas gaúchas com mais de 100 funcionários, abrangendo 976138 empregados.

Um relatório inédito revela a dura realidade da desigualdade salarial no Rio Grande do Sul. As mulheres gaúchas ganham 22,4% a menos que os homens, segundo o 1º Relatório de Transparência Salarial, apresentado pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego (MTE).

Detalhes sobre a desigualdade salarial

A pesquisa analisou dados de 3.055 empresas gaúchas com mais de 100 funcionários, abrangendo 976.138 empregados. A diferença salarial entre gêneros varia de acordo com a função. Em cargos de liderança e gerência, a disparidade chega a 34%.

Mulheres negras são duplamente penalizadas. Além de receberem menos que os homens, elas também ganham menos que as mulheres brancas. A remuneração média da mulher negra é de R$ 2.951,72, enquanto a da mulher branca é de R$ 3.958,78.

O relatório também aponta que as empresas gaúchas ainda têm muito a fazer para promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Apesar de algumas medidas, como flexibilização de jornada para apoio à parentalidade, ainda são poucas as que oferecem licença maternidade/paternidade estendida (17,8%) ou auxílio-creche (29,4%).

A nível nacional, a situação é semelhante. As mulheres brasileiras ganham 19,4% a menos que os homens, segundo o relatório. A maior disparidade está no Espírito Santo (35,1%), enquanto o menor índice é do Piauí (6,3%).

Lei nº 14.611 evoca a igualdade salarial

O relatório é um instrumento importante para a luta pela igualdade salarial. As empresas são obrigadas a publicar seus dados salariais e a apresentar planos de mitigação da desigualdade. O Ministério do Trabalho e Emprego também recebe denúncias de casos de discriminação salarial.

A Lei nº 14.611, sancionada em 2023, é um marco na luta pela igualdade salarial. A lei exige que empresas com mais de 100 funcionários adotem medidas para garantir a igualdade salarial, incluindo medidas de transparência, combate à discriminação e programas de diversidade e inclusão.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas o 1º Relatório de Transparência Salarial é um passo importante na luta por um mercado de trabalho mais justo e igualitário.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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