A intensa fumaça resultante das queimadas que atingem o Brasil, especialmente nas regiões da Amazônia e do Pantanal, está impactando a saúde ocular dos gaúchos. Segundo a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs), a poluição gerada por essas queimadas pode causar uma série de problemas para os olhos, além dos já conhecidos efeitos no sistema respiratório.
Efeitos da poluição nos olhos
De acordo com Bruno Schneider, presidente da Sorigs, a exposição prolongada às partículas presentes na fumaça pode resultar em condições como:
- Síndrome do olho seco
- Blefarite (inflamação das pálpebras)
- Conjuntivite (inflamação da conjuntiva)
- Ceratite (inflamação da córnea)
Estudos demonstram que a alta concentração de poluentes pode desencadear reações inflamatórias e alérgicas no organismo, além de danos ao DNA e outras complicações. Os sintomas oculares mais comuns incluem vermelhidão, coceira e sensação de corpo estranho nos olhos.
Como proteger os olhos da poluição
Para minimizar os danos causados pela fumaça e proteger os olhos, Sorigs recomenda as seguintes medidas:
- Óculos de sol: Funcionam como uma barreira física, protegendo os olhos tanto da poluição quanto dos raios UV.
- Lágrimas artificiais: O uso de colírios lubrificantes ajuda a manter os olhos hidratados, aliviando o ressecamento e a irritação.
- Evitar esfregar os olhos: Isso pode agravar a irritação e espalhar as partículas de poluição.
- Ambientes internos limpos e ventilados: Manter o ambiente limpo e bem ventilado ajuda a reduzir a exposição aos poluentes.
- Reduzir a exposição à fumaça: Sempre que possível, evite locais com alta concentração de fumaça, como áreas próximas a focos de queimada ou com muito tráfego.
Se qualquer sintoma ocular persistir, a recomendação é procurar um oftalmologista para avaliação e tratamento adequados.
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