Guaíba atinge nível histórico e é a pior cheia de Porto Alegre

Nesta sexta-feira (3), Porto Alegre testemunhou uma situação alarmante com a cheia recorde do Rio Guaíba, atingindo o maior nível já registrado. A medição oficial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) indicou que as águas chegaram a 4,77 metros na altura do Cais Mauá. Esse cenário coloca a capital gaúcha diante de uma crise de enchentes sem precedentes, demandando ação imediata das autoridades e medidas de segurança para proteger a população e as infraestruturas locais.

Nível do Guaíba preocupa autoridades

Durante a tarde, o governador Eduardo Leite alertou para a gravidade da situação, destacando que o nível do Guaíba já era histórico e continuaria a subir ao longo do dia. A previsão era de que o rio atingisse mais de 5 metros de altura, gerando uma situação sem precedentes em termos de alagamentos e enchentes na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Porto Alegre possui um sistema de contenção de cheias composto pelo Muro da Mauá e por diques que se estendem pela cidade. Esse sistema é projetado para barrar as águas do Guaíba até um nível de 6 metros. No entanto, mesmo com essa estrutura, a cidade enfrentou desafios, como o rompimento da comporta 14, na altura da Avenida Sertório, e a possibilidade de rompimento do dique de contenção no bairro Sarandi, embora negada pelo prefeito Sebastião Melo.

Consequências e Desafios

A alta do nível do Guaíba traz consequências sérias, colocando em risco a segurança das comunidades ribeirinhas e das áreas urbanas próximas ao rio. Além disso, a infraestrutura da cidade enfrenta danos significativos, exigindo esforços coordenados para minimizar os impactos e garantir a segurança da população.

A crise das enchentes em Porto Alegre reflete a urgência de investimentos em infraestrutura de proteção e medidas de adaptação às mudanças climáticas. As autoridades locais e estaduais devem priorizar a segurança e o bem-estar dos cidadãos, buscando soluções de longo prazo para enfrentar os desafios causados pelas cheias recorrentes. O momento demanda união e solidariedade da comunidade, bem como ação decisiva por parte das autoridades para mitigar os impactos e proteger Porto Alegre e seus habitantes.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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