Movimentos Grevistas ocorrem nas Universidades Federais

O cenário das universidades federais e das negociações salariais no Rio Grande do Sul continua tumultuado. Abaixo, confira os detalhes.

A greve dos servidores nas 67 universidades federais em março foi apenas o início de uma série de movimentos grevistas que se espalharam pelo país. Atualmente, pelo menos 19 universidades federais estão enfrentando paralisações de professores já aprovadas. Em duas delas, os docentes já estão em greve, enquanto em outras 15 planejam cruzar os braços na próxima segunda-feira. Além disso, duas universidades confirmaram o início do movimento grevista para maio.

Situação Atual nas Universidades Federais

O presidente do sindicato dos professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ascisio Pereira dos Reis, divulgou as informações na quarta-feira (10), destacando que está em Brasília acompanhando as negociações com o governo federal. Enquanto isso, na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), os professores já estão em greve, e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os docentes iniciarão a paralisação na próxima segunda-feira.

Na UFSM, os professores aprovaram estado de greve, que até o momento inclui apenas a paralisação nas terças-feiras, com assembleias para rediscutir o movimento. Nos demais dias da semana, as aulas ocorrem normalmente. Já os servidores técnico-administrativos em Educação da UFSM estão em greve desde 14 de março.

Perspectivas de Reajuste e Negociações

Quanto ao reajuste do salário regional, a situação permanece indefinida. A proposta de 2,21% de reajuste no salário mínimo regional foi rejeitada pelos representantes de centrais sindicais. Em uma reunião do grupo de trabalho do Comitê de Valorização do Piso Salarial do Rio Grande do Sul, a secretaria mediará o próximo encontro do comitê, agendado para 23 de abril, com o objetivo de conciliar os índices requeridos pelos dois lados.

As representações dos trabalhadores defendem um aumento do piso regional para 8,45%. O relatório final das negociações realizadas pelo comitê será apresentado pela secretaria ao governador Eduardo Leite até 30 de abril, momento em que o Executivo formulará o projeto de lei a ser encaminhado para a Assembleia Legislativa.

O cenário das universidades federais e das negociações salariais no Rio Grande do Sul continua tumultuado, com perspectivas incertas para o desfecho dos movimentos grevistas e das discussões sobre reajustes salariais. Acompanhar de perto esses desdobramentos é essencial para entender os impactos na educação e no funcionalismo público do estado.

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Magdalena Schneider

Magdalena Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.
Natural de Dois Irmãos / RS, sempre quis morar em Porto Alegre, e em 2020 realizou esse desejo. Há três anos vem desbravando a capital gaúcha e compartilhando aqui suas experiências.

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